Pra saber como conversar com um amazonense, vc tem que, primeiro de tudo, chegar com a pessoa e tocar nela, seja no ombro, no braço, mas tem que TOCAR! Tá, num vai exagerar tbm, querer pegar na bunda da criatura, pq aí vc vai ver a força do “muque” do(a) amazonense. Linguagem corporal é isso aí!
Cumprimento tem que ser com dois beijinhos. Nada de acrescentar mais um, “pra casar”. Amazonense só casa qdo tem um
parabelum (é, eu sou antiga merrrrrrrmo) apontado pra sua cabeça, e só beija na bochecha o estritamente necessário tbm. A gente gosta mesmo é de bjo na boca!
Ah, e amazonense nunca – JAMAIS!! – aponta qualquer lugar com o dedo. Só com o beiço. Pergunta pra ele onde fica o Iraque e ele aponta logo com o beiço na direção desejada. Mas tem um porém: o beiço do amazonense tem quilômetros e quilômetros de distância, então se ele diz (com o beição esticado): “ah, é logo ali, ó!”, se apronte pra andar, ok?
O povo daqui também é o calor humano em pessoa. Isso quer dizer que, em uma roda de pessoas conversando, é sempre o amazonense que mais se destaca, o que mais fala (menos eu, claro!), e o que mais fala besteira. O certo é que ele te deixa à vontade rapidinho. Amazonense quando se aboleta, manozinho, sai de perto, ele "bréa" mermo! Mas apesar dessas coisinhas relacionamentais, tem a questão do amazonês. Amazonense tem uma série de palavras típicas, que levam algum tempinho pra serem assimiladas, tão singulares que são. Vou dar alguns exemplos:
ÉGUA - Égua, no Amazonas, vc pode usar em diferentes situações, por ser expressão tanto de dúvida quanto de estranheza:
- Se você não entendeu alguma coisa vc diz: “égua…”
- Viu algo absurdo? “Éééguaa, maninho…”
LESO(A), LESEIRA – Gente, uma pessoa lesa é uma pessoa que sofre do mal da leseira. Já leseira nada mais é do que um abestalhamento (quase sempre momentâneo) do qual o leso é vítima. Agora, se a leseira for mais duradoura, aí já se trata do fenômeno conhecido como leseira-baré. Cientistas da Royal Universidade do Puraquequara (município amazonense, onde fica nossa “melhor” penitenciária!) afirmam que a leseira-baré acontece com os amazonenses por causa do sol quente no cocorôto, que frita as tripas cerebrais e assa os neurônios no espetinho.
MANINHO(A) - Tratamento nem um pouco carinhoso, um sintoma evidente e estresse intenso:-
“maninho, telesé?”
MANAZINHA(O) - Tem o sentido oposto ao de “maninha”, é totalmente carinhoso:
- “manazinha, borimbóra?”
- “dubem, manazinha?”
TELESÉ – o mesmo que “tu é leso é?”
PITIÚ – Cheiro, geralmente ruim, e geralmente associado ao peixe:.
- “Parece uma sereia, mas num é de beleza não, é do pitiú mesmo, tsc...”
E aí, alguém se habilita a vir passar uma temporada em Manô City?
Bom, agora que todos já sabem como bater um bom papo com um(a) amazonense, podemos todos parar com o conversê e partir pros
bordados, que é muuuuuuuuuuito mais importante e divertido, né? E como tamos entrando em outubro, mês da alegria e das brincadeiras - mês das Crianças! - nada melhor do que encher essa meninada de mimos bordadinhos, e pra começar, que tal com a
Hello Kitty, que é um xodó pros pequenos? Além de muito foufa, é claro! Esses gráficos vão ficar lindos em barrados de toalhinhas pras meninas levarem pra escola, pro balé, pra onde elas quiserem! Mãos às linhas, bordadeiras, porque outubro também é mês de muito, muito
artesanato! :-D





